Série: Getúlio Vargas - crise e suicídio

Postagem 4 de 7 - "Investigações e suas consequências"

 

Aos poucos vão sendo interrogadas e presas pessoas cada vez mais próximas ao presidente da República. A oposição aproveita a situação de fragilidade política do governo para exigir mais enfaticamente a renúncia de Getúlio Vargas. Ao mesmo tempo o presidente parece decepcionado com aliados e, cada vez mais pressionado, estuda o melhor movimento a executar nessa atmosfera política nada amigável.

13: Preso Alcino João do Nascimento, autor dos disparos, que revela que fora contratado por Climério Euribes de Almeida para matar Lacerda. O depoimento envolve ainda Gregório de Matos e até Lutero Vargas, filho mais velho do presidente.

15: Gregório Fortunato é preso.

16: Nero Moura, ministro da Aeronáutica, renuncia, ao perceber o violento clima anti-Vargas entre seus subordinados.

17 de agosto: Gustavo Capanema, líder do governo na Câmara, discursa acusando a UDN de usar politicamente o atentado para envolver o presidente Vargas e forçar sua renúncia. Capanema ainda denunciou Carlos Lacerda de estar insuflando as Forças Armadas de deflagarem um golpe contra o presidente.

18: Climério Euribes de Almeida é preso e revela que contratara Alcino, autor do atentado, a mando de Gregório de Matos, mandante da operação. No acervo de Gregório são encontradas várias operações irregulares envolvendo o mesmo e Manuel Vargas, filho do presidente.

BR RJANRIO Q0 BLZ PES HOM FOT 0001 002Imagem: BR_RJANRIO_Q0_BLZ_PES_HOM_FOT_0001_002 Fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino.
Na foto, Getúlio Vargas está ao lado de Bertha Lutz e outras mulheres que lutavam por direitos.

 

Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

 

 

 

Tags: Série, Getúlio Vargas, Crise e Suicídio